sexta-feira, 26 de setembro de 2008

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Um comentário:

flavio disse...

A Era Napoleônica

Europa viveu um
período de grande intranqüilidade após a revolução
francesa. De um lado, a burguesia francesa não tinha paz com
as constantes ameaças de monarquistas e revolucionários
radicais. Ela precisava de um grande líder que consolidasse a
revolução burguesa no país. Terminou escolhendo
Napoleão Bonaparte, que se tornaria um dos personagens mais
controvertidos da história ocidental. Do outro lado, as
monarquias tradicionais européias temiam o avanço dos
ideais revolucionários em seus países. Acabaram se
aliando para lutar contra o expansionismo francês. Era a reação
conservadora para manter o Antigo Regime.
Com o golpe de Estado
de 10 de novembro de 1799, Napoleão Bonaparte tornou-se a mais
importante figura da vida política francesa. Teve início
à chamada era napoleônico, um período de
aproximadamente 15 anos, que pode ser dividido em: Consulado,
Império e Governo dos Cem Dias.
O Consulado
Derrubado o poder do
Diretório, instalou-se o governo do Consulado, do qual
participavam Napoleão Bonaparte e mais dois outros cônsules:
Roger Ducos e Sieyes.
Em dezembro de 1799,
foi votada uma Constituição que fornecia amplos poderes
a Napoleão, que fora eleito primeiro-cônsul da
república. Teve inicio, então, umas verdadeiras
ditaduras militares, disfarçadas pelas instituições
aparentemente democráticas criadas pela Constituição
(Senado, Tribunal, Corpo Legislativo e Conselho de Estado).
Napoleão
Bonaparte destacou-se no período em que a França,
preocupada em reorganizar seus exércitos, aproveitou a
explosão de nacionalismo para implantar o serviço
militar obrigatório e acabar com o emprego de tropas
mercenárias. Indicado pelo Diretório para reorganizar
as tropas francesas, Napoleão comandou a Campanha da Itália
(1796), obtendo sucessivas vitórias.
Apesar das inúmeras
conquistas, faltava à França vencer sua primeira
rival-a Inglaterra, dona de uma poderosa frota naval que supria suas
indústrias com as matérias-primas coloniais. Na
tentativa de derrotar a Inglaterra, a alta burguesia francesa
encarregou Napoleão de atacar os pontos vulneráveis do
poderio britânico, tentando bloquear o acesso aos produtos
vindos do Egito.
Em virtude das novas
alianças européias contra a França-em 1799
forma-se a segunda Coligação antifrancesa (Inglaterra,
Áustria, Rússia e Turquia), que intervém na
Itália, no Reno e na Holanda, Napoleão voltou para a
França, encontrando o país à beira do caos. O
enfraquecimento do governo francês, incapaz de promover a
pacificação interna, comprometia o desenvolvimento
econômico do país devido à paralisação
dos negócios e ao déficit público. Descontentes,
os banqueiros financiaram a reorganização das tripas de
Napoleão. Em novembro de 1799, o general aplicou um golpe do
Estado (18 Brumário), depondo o Diretório e implantando
o regime do Consulado-uma ditadura militar.
As principais
realizações
O Consulado foi
marcado pela recuperação econômica da França
e pala sua reorganização administrativa. Entre as
principais realizações dirigidas por Napoleão
nesse período, podemos destacar:
_
administração-centralizaçao administrativa,
com a nomeação de funcionários de sua confiança
pessoal para os mais diversos cargos da administração
pública.
_economia-criação
do Banco da França (1800), que controlava a emissão de
moedas, diminuindo o processo inflacionário. Tarifas
protecionistas e a construção de obras públicas
fortaleceram o comércio e a indústria.

_educação-reorganização
do ensino francês, quer passou a ter como principal missão
a formação de cidadões capazes de servir ao
Estado. A educação era utilizada como meio de controle
do comportamento político e social dos cidadões.
_direito-elaboração
de novos códigos jurídicos, como Código Civil,
também conhecido como Código Napoleônico
(concluído em 1804). O Código Napoleônico
consagrava as aspirações da burguesia, como a
liberdade individual, a igualdade de todos perante a lei, o respeito
à propriedade privada e o matrimônio civil separado do
religioso. Observa Leo Huberman que o Código Napoleônico
tem cerca de 2000 artigos, dos quais sete tratam apenas do trabalho e
cerca de 800, na propriedade privada. Os sindicatos e as greves são
proibidos, mas as associações de empregadores,
permitidas. Numa disputa judicial sobre salários, o Código
determina que o depoimento do patrão, e não o do
empregado, é que deve ser levado em conta. O Código foi
feito pela burguesia e para a burguesia: foi feito pelos donos da
propriedade para a proteção da propriedade.
_igreja-elaboração
de um acordo (concordata, em 1801) entre a Igreja Católica e o
Estado Francês, tendo como objetivo fazer da religião um
instrumento de poder político. O Papa reconhecia o confisco
das propriedades da Igreja, em troca do amparo do Estado ao Clero.
Por sua vez, Napoleão reconhecia o catolicismo com a religião
da maioria dos franceses, mas reservava para si o direito de designar
bispos, cujos nomes seriam, posteriormente, aprovados pelo Papa